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Produtos naturais e orgânicos: motivos para aderir

mar 15 / 2017 12:00AM

Despertei o interesse por produtos naturais na alimentação – o objetivo era fazer escolhas mais saudáveis e conseguir melhorar minha saúde. Comecei a tomar consciência do meu corpo e a máxima: “a gente é o que a gente come” nunca fez tanto sentido como nos últimos anos. Optar por orgânicos, alimentos in natura e minimamente processados, não foi nenhum grande sacrifício, assim, a vontade de estender essa escolha para os cuidados pessoais foi surgindo, mas vamos voltar mais um pouco.

Cerca de 4 anos atrás minha irmã começou uma marca artesanal de cosméticos naturais, a Ewé Alquimias. Nessa época nem me ligava muito nisso, lembro que apresentei o EWG pra ela, mas eu nunca havia feito uma consulta sequer – o EWG é uma ferramenta onde é possível consultar o grau de toxicidade de cosméticos e ingredientes presentes em suas formulações.


LEITURA SUGERIDA: APRENDA A UTILIZAR O EWG PARA AVALIAR O GRAU DE TOXICIDADE DOS SEUS COSMÉTICOS


O tempo foi passando e a convivência óbvia com o universo natural por tabela foi inevitável. A gente questiona uma coisa aqui, outra ali, pesquisa e quando percebe já iniciou um caminho sem volta. Foi impossível não começar a transição: xampu, condicionador, sabonete, hidratante, creme dental, perfume, protetor solar, desodorante e alguns outros produtos livres de químicas nocivas e o mais natural possível. Passei a usar marcas como: Orgânica Natural, Cheiro de Mato, Ikove, Bioessência, Laszlo, Licuri Brasil, Surya Brasil, entre outras, e vou confessar, não sofri com nenhuma dessas trocas, muito pelo contrário, passado o período de adaptação, vi melhoras na pele e cabelo.

A Ewé foi crescendo, e comecei a prestar alguns serviços de comunicação e marketing para a empresa. Batata! Fui fisgada de vez por toda essa ideologia, opção de vida, ou o que queira chamar. A proximidade e aprofundamento a respeito da causa natural foi ganhando força e o ponto principal foi informação. Não tem como se incomodar com algo que a gente nem cogita os prejuízos.

Quanto mais eu me aprofundava, mais estava certa de que esse era um caminho sem retorno: consumir produtos naturais, de preferência orgânicos e de forma sustentável pra mim e pro planeta.

Sim, o planeta já entrou na história, logo eu que nunca havia pensando nele nem nas mais engenhosas feiras de ciências do primário, quando já falavam sobre o lixo, aquecimento global e desperdício de água, com musiquinhas e performances artísticas. Estava vendo o mundo de uma forma diferente.

Ainda assim mantinha itens de maquiagem e alguns cosméticos para cuidados da pele na linha, digamos, nem um pouco saudável e sustentável. Resolvi fazer tudo de forma processual, primeiro por questão financeiro – quem usa cosmético sabe, não é nem um pouco barato substituir produtos do gênero de uma hora pra outra, por mais que o desejo por uma nécessaire bem mais compacta cada dia fizesse mais sentido. O outro ponto foi por questão ecológica mesmo – jogar aqueles produtos no lixo não me parecia uma boa decisão, por mais convincente que pudesse ser cada lida de rótulo.

Estabeleci algumas regras: eu iria substituindo o que fosse acabando e no processo conheceria algumas marcas, opções de cores, texturas e tentando as substituições. Conheci a Vymana, e com ela tive o meu primeiro contato com a maquiagem natural, as impressões foram satisfatórias, pó e blush muito bons, já a cor da base e textura do corretivo não agradaram – ainda tentei salvar a base misturando alguns ingredientes naturais para tentar ajustar a cor, mas não deu muito certo.

Conforme iam acabando, comprava uma opção natural. No processo veio a BioArt e fiquei encantada pela textura e cor da base – ela some na minha pele, traz um brilho natural que sempre adorei mesmo tendo pele oleosa – desconstruir alguns conceitos que a indústria de beleza tenta te vender é inevitável. Logo em seguida veio a Baims, que me impressionou pela qualidade dos produtos, dignos de marcas de primeira linha, por fim, não menos importante, veio a Alva, com um corretivo semelhante em cobertura e cor ao Studio Finish da Mac.

Hoje existem algumas empresas que produzem maquiagens naturais, consideradas muito boas, para o mercado brasileiro, marcas que não testei mas que vejo comentários satisfatórios em grupos, sites e perfis de beleza saudável, algumas delas são: Arte dos AromasCarol CronembergerDona Orgânica, HerbiaOrganela, Simple Organic, Unevie.

Aqui chego no ponto que citei lá no início. Consegui substituir a maioria dos alimentos que consumo no meu dia a dia por produtos naturais e/ou orgânicos. Troquei meus produtos de uso pessoal e maquiagens por opções mais saudáveis, e iniciei a substituição dos produtos de limpeza e alguns outros objetos por opções mais sustentáveis, mas essa transição, assim como as anteriores, será progressiva, respeitando a vida útil dos itens que já tenho, sem gerar tanto lixo e descarte aleatório.

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E você está tentando ou já conseguiu fazer suas substituições? Dicas e sugestões são muito bem vindas!

Foto Destacada: No Trash Project: projeto idealizado por Colleen Doyle com objetivo de eliminar sua produção de lixo pessoal, busca informação sobre o ciclo de vida e impacto ambiental dos produtos que consome e viver de forma simples mantendo apenas o essencial para prosperar ❤️




  Por Camila Soares

Comunicóloga e adepta do slow lifestyle. Escreve sobre a estilo de vida, beleza, saúde, marketing, comportamento, empreendedorismo, e mais o que vier, sempre com foco em conteúdo para quem quer um dia a dia mais leve, saudável e contemplativo.🌿 camila@slowlifestyle.com.br

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